Foi com essa frase que encerrei minha aula ontem na Jornada do IBRACE.
E foi também a frase que mais silenciou a sala.
Tive a honra de conduzir uma aula sobre um tema que carrego na pesquisa e no coração: compaixão no ambiente de trabalho ou, como gosto de dizer, trabalho não precisa doer.
Compartilhei dados que retratam o Brasil de hoje:
18,6 milhões de brasileiros convivem com ansiedade: somos o país mais ansioso do mundo (OMS)
5,8% da população vive com depressão: cerca de 11,5 milhões de pessoas (OMS)
56% de turnover: o Brasil lidera a rotatividade global (Robert Half/CAGED)
4% do PIB é o custo do adoecimento mental no trabalho: cerca de R$ 468 bilhões por ano só no Brasil (OIT)
Mas o dado que mais provoca reflexão é este: o que mais adoece as pessoas no trabalho não é a tarefa.
É a falta de reconhecimento. É a liderança que não acolhe. É a comunicação que não conecta.
É a experiência emocional.
Ou seja: os motivos são profundamente humanos. E é por isso que a compaixão não é “moleza” nem suavidade e sim uma competência de liderança, com base científica e impacto direto em saúde, retenção e resultado.
Minha gratidão ao Ivo Machado e a todo o time do IBRACE Instituto Brasileiro de Altruísmo, Cérebro e Educação pela confiança e pelo espaço tão generoso de troca.
Sair de uma aula sentindo que algo se moveu nas pessoas — isso, pra mim, é o que dá sentido a tudo. 
Que a gente siga construindo ambientes onde trabalhar não precise doer.
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